Procurador tentou descobrir com colegas informações de operação

A investigação responsável por levar o governo Michel Temer à beira do precipício por pouco não chegou ao ouvido de quem não devia. 

Dois dos principais aliados de Joesley Batista nas práticas criminosas, o procurador Ângelo Goulart Vilella e o advogado Willer Tomaz, começaram a desconfiar que o empresário estava fazendo delação premiada. 

Tomaz resolveu agir e ameaçou Joesley. Não surtiu efeito e ainda permitiu que o delator se mandasse para os Estados Unidos depois de fazer o estrago. 

O executivo contou o que sabia, inclusive que o advogado e o procurador receberam propina para passar-lhe informações privilegiadas de uma investigação relacionada à JBS. 

Os depoimentos de Joesley caíram como míssil sobre o país na quarta-feira e, obviamente, ligou o alerta da dupla, que viu seus nomes estampados na imprensa do Brasil inteiro. 

Vilella, então, se desesperou. Na noite de quarta, ele ligou para diversos colegas do Ministério Público para saber se “estava tudo bem”. 

Na verdade, tentava sondar se ele seria preso. Ninguém abriu o bico. No dia seguinte, o procurador e o advogado receberam uma visita da Polícia Federal antes do café da manhã para serem levados à cadeia, de onde não deverão sair tão cedo. 
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