Bolt perde aura de invencível no adeus aos 100 metros no Mundial

O atleta jamaicano Usain Bolt, o homem mais rápido da história, escreveu neste sábado um dos últimos capítulos de sua lendária e vitoriosa carreira. 

Aos 30 anos e 11 meses de idade, Bolt se despediu da prova mais rápida do atletismo, os 100 metros, com a medalha de bronze no Campeonato Mundial em Londres, com 9s95. 

O ouro foi para o americano Justin Gatlin, com 9s92, e a prata, para o também americano Christian Coleman, com 9s94. 

Eram 21h45 no Estádio Olímpico de Londres quando o jamaicano deu a largada para encerrar uma das maiores hegemonias de toda a história do esporte. 

Como de costume, ele ficou atrás de rivais nos primeiros metros depois da partida; mas, de forma inédita, ele não se recuperou a tempo de vencer a prova como sempre fez. 

Em dez anos, entre 2008 e 2017, ele só havia deixado de ganhar uma vez a prova mais rápida do atletismo nas duas competições mais importantes, as Olimpíadas e os Mundiais. 

Bolt buscava sua quarta vitória em Mundiais na prova que o consagrou, depois das conquistas em Berlim (2009), Moscou (2013) e Pequim (2015). 

Ele só não ganhara no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em 2011, ao queimar a largada na final e ser desclassificado. Isso significa que ele nunca havia deixado de ganhar as provas de 100 m que completou. 
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